domingo, 6 de abril de 2014

1º Encontro de Veículos Antigos em Santa Teresa


É a primeira vez que a pequena e pacata cidade de Santa Teresa (78 km da capital), região serrana do Espírito Santo, sediou um encontro de veículos antigos. Antes da partida, uma rápida parada com a galera dos “Amigos do Volks Espírito Santo” para engrossar o comboio... rsrs
 
Parada no posto BKR para encontrar com o pessoal do Amigos do Volks do Esp. Santo.


Magnus conferindo a pressão do pneu... rsrs


Construção da praça de pedágio em Fundão.


A turma seguindo em comboio rumo ao evento... rs
Olha o Kinha logo atrás, em segundo... rsrs


Quem tem mais motor segue pela esquerda... rsrs

Já em Fundão a galera se prepara para subir a serra.
 

Agora começa os 22 km de subida até Santa Teresa.


Percurso repleto de belas paisagens.

Chegada ao evento e a espera por vagas. Ainda bem que saímos cedo.
 
O Evento...

Os "Amigos do Volks" compareceram com aproximadamente 13 Fuscas.

Essa invenção usa, além de outras coisas, a plataforma e mecânica do Fusca.







Essa Brasília lembrou o primeiro carro do meu pai.
 


 




 




 
 
Kombi de 6 portas. Considerada na época como um modelo de "luxo". 




 





Gosto não se discute...




 

 
Réplica do Shelby Cobra.



Algumas bicicletas antigas...




Passat foi o primeiro Volkswagen nacional a usar motor refrigerado à água.




 







Puma GTS e Miura Spider.











Réplica de um Jaguar XK120.


 




 


O evento contou até com uma "equipe" só para divertir os pequenos... rs



Mercado de pulgas...




Primeira versão do Escort conversível.


Repare o tamanho desse carro.


 

Mais uma réplica do Shelby Cobra.




Pela cara de satisfação o Alessandro aprovou o interior do Fusca... rsrs



Exposição de miniaturas...

 



 

Puma GTE

Puma GTC

Puma GTS

Puma GTB





Os motoqueiros também compareceram ao evento.



Olha o Kinha com suas novas "rodas mexicanas" de 10 janelas.




Segundo comentários, esse caminhão pertence ao dono do "Guaraná Coroa".




 






Horas antes de encerramento o evento.

Antes de cair na estrada, um "pit stop" para o almoço.


Os incidentes no caminho de casa...

Bom, a volta para casa foi marcada por alguns pequenos incidentes. O primeiro foi com o nosso amigo Magnus, que ainda no evento teve dificuldades para dar a partida em seu possante. A princípio pareceu ser a bateria, mas algo mais estava contribuindo para o problema. Mesmo assim deu para seguir caminho. Fusca é Fusca!!!

Na descida da serra, em Santa Teresa, outro colega quase perdeu sua preciosa calota da Porsche, sorte dele que um amigo que vinha atrás viu quando ela se desprendeu da roda, porém, só deu para avisá-lo assim que fizemos uma parada, em Fundão, para esperar os demais. Ao tomar conhecimento do fato, um grupo retornou em busca da peça que após uma boa procura acabou sendo encontrada.

O terceiro e último incidente aconteceu comigo, já no município da Serra. Tudo estava indo muito bem até o cabo do acelerador resolver se soltar! Minha sorte é que vínhamos em três carros (os outros retornaram para procurar a calota). Enquanto os colegas davam uma força na sinalização eu com auxílio do meu “kit de primeiros socorros” recolocava o cabo no lugar.
 
A movimentada BR-101 com duas faixas de circulação, mas sem acostamento.
 
Aproximadamente oito minutos depois, o reparo foi finalizado, era só recolher o triângulo, agradecer a turma e pé na estrada. Mas quem disse que era meu dia de sorte. Não percorri nem duzentos metros e o danado soltou outra vez. Começou tudo de novo, novamente o pessoal ajudou na sinalização enquanto eu colocava o cabo no lugar.
 
Agora dei uma boa lambrecada de graxa na entrada do duto por onde passa o cabo de aço do acelerador, achei meio emperrado. Depois de tudo pronto e testado, segui meu caminho sob escolta de uns parceiros do Amigos do Volks.
 
Dessa vez conseguir rodar aproximadamente um quilômetro até o cabo soltar pela terceira vez. Bom, agora foi um colega, ao velho estilo MacGyver que resolveu a situação. Usando pedaço de arame e um daqueles lacres de plástico, ele prendeu o cabo na peça que apóia o pedal e pronto! Consegui andar uns 25 quilômetros até chegar em casa.


Andar em grupo é isso. Todos se ajudam e ninguém fica para trás!

Vídeo da subida da serra, 22 km repleto de curvas sinuosas.

 
 

quinta-feira, 20 de março de 2014

Matéria: Um Fusca na cena do crime

Muitos dos brasileiros, talvez a grande maioria, jamais ouviram falar de um dos mais controvertidos personagens da história recente do Brasil, o baiano Carlos Marighella. Nascido em Salvador, filho de um imigrante italiano com uma negra, foi durante muitos anos uma das pessoas mais procuradas pelos órgãos de repressão do regime militar.
 
Marighella
 
As circunstâncias que envolveram sua morte até hoje são contraditória, porém, a presença de um Fusca azul, placa 24-69-28 de São Paulo, no cenário do fato é inegável.
 
 
Marighella foi morto pela ditadura militar no dia 4 de novembro de 1969 aos 57 anos. O tiroteio ocorreu às 20hs30, no elegante bairro paulistano dos Jardins (na Alameda Casa Branca), num suposto confronto com policiais comandados pelo Delegado do Departamento de Ordem Política e Social (Dops/SP), Sérgio Paranhos Fleury, considerado um dos mais rígidos da ditadura.
 
Sérgio Paranhos Fleury
 
As versões para a morte:
 
1ª - Marighella juntamente com frades dominicanos (Ives e Fernando) estava no interior do Fusca que encontrava-se parado. Ao receber voz de prisão tentou apanhar um revólver calibre 32, da pasta que trazia consigo, quando recebeu os disparos. (versão oficial)
 
Da esquerda para direita: Freis Fernando, Betto, Ives e Tito.
 
2ª - Marighella começou a atravessar a alameda, rumo ao carro dos frades quando iniciou a troca de tiros. Nesta ocasião, os religiosos que ali estavam para atraí-lo, foram rapidamente retirados do Fusca. Sem reagir, ele morreu depois de ser atingido por quatro disparos. Para favorecer a versão da polícia, ele teve o seu corpo colocado no banco traseiro do Volkswagen onde foi deixado em estranha posição para ser fotografado.
 
3ª - Marighella chegou ao local numa caminhoneta Willys, não atendeu à voz de prisão dada pelo Delegado Fleuri, e foi atingido pela rajada no peito e na cabeça, enquanto seus dois companheiros (os frades) reagiram a tiros, matando a Investigadora Estela de Barros Borges, que participava da operação.
 
4ª - Marighella ao chegar à Alameda, dirigiu-se ao Fusca e entrou na parte traseira. Os frades Ives e Fernando saíram rapidamente do carro e se jogaram no chão. Percebendo a emboscada, imediatamente reagiu à prisão e foi morto. Marighella seguia as normas de seu manual. Portava um revólver e levava duas cápsulas de cianeto de potássio.
 
Marighella ao ser morto trajava um terno cinza e uma camisa branca, para completar o disfarce ele ainda usava uma peruca castanha, que caiu no assoalho do Volkswagen quando ele foi atingido.
 
Na mesma operação, foi baleado o Delegado Rubens Tucunduva (que fazia parte da equipe), a investigadora da Policial Civil do Dops/SP, Estela Borges Morato que recebeu um tiro na cabeça e veio a óbito, além do dentista Friederich Adolf Rohmann que passava pelo local e também morreu.
 
Estela Borges Morato
 
As conclusões a respeito do fato dão conta que Marighella não foi morto dentro do Fusca. Nas fotos, a camisa dele está levantada e a calça um pouco abaixada, o que sugere que foi arrastado pelos braços. Também os projéteis encontrados no corpo não coincidem com as marcas encontradas no carro. O ângulo da perfuração torna impossível que o tiro letal tenha sido dado dentro do veículo. Segundo o laudo cadavérico, Marighella recebeu quatro tiros, um nas nádegas, outro na região pélvica, um de raspão no queixo e o quarto, à queima-roupa, que lhe perfurou a aorta e o pulmão, provocando a hemorragia interna que o matou. O tiro de misericórdia foi desferido com ele ainda vivo ao tentar, intuitivamente, defender-se segurando a arma do seu algoz, fazendo com que o projétil que o matou, dilacerasse um dos seus dedos da mão esquerda. O tiro fatal foi feito a curta distância.
 
Quatro décadas após a morte de Carlos Marighella, ele continua a ser um personagem enigmático da história brasileira. Poeta, revolucionário, político, guerrilheiro, inteligente, violento, sua mítica fascina muitos e traz repugnância a outros. Aclamado assassino e terrorista pelas autoridades, e, herói da resistência à ditadura pela população, Marighella continuará a ser um enigma, que se decifrado, revelará uma face ainda obscura do Brasil recente.
 





 
 
 
Fontes:

terça-feira, 11 de março de 2014

Matéria: Swamp Cooler

O Swamp Cooler (ar condicionado de janela) é um refrigerador evaporativo e era utilizado antigamente para refrigerar o interior do carro.
 

 
Você enche com água, e no interior dele tem um rolete com uma manta em que a metade fica submersa, existe uma corda que aciona a manta, ao puxar a corda no interior do carro a manta gira dentro da água que foi depositada então a manta fica totalmente molhada e com o veículo em movimento o ar passa pela manta molhada e se umidifica o que o faz ficar mais frio, então o ar em temperatura mais baixa vai para o interior do carro por uma pequena abertura no vidro preenchida pela saída de ar do swamp cooler.
 



 
 
http://zebende-cars.blogspot.com.br/2011/04/swamp-cooler.html

segunda-feira, 10 de março de 2014

Matéria: Trocando óleo da transmissão do Fusca

Para fazer a troca do óleo, o carro deve estar com o motor quente, mais precisamente a caixa de transmissão quente, assim o óleo fica menos viscoso e as partículas de sujeira que estavam decantadas ficam em suspensão no óleo.


Recomendações:
- Sempre usar luvas, óculos de proteção;
- Ao fazer serviços embaixo do carro, certifique-se de o veículo estar apoiado em cavaletes apropriados e com freio de mão puxado;
- A troca do óleo de caixa (assim como óleo do motor) deve ser feito com veículo em piso plano;
- Descarte o óleo velho em local apropriado, os postos de combustível normalmente recolhem tais resíduos.
 
1ª fase - Com uma chave allen 17 mm ou soquete allen 17, remove-se o dreno do óleo, vai sair bastante óleo.


O mesmo localiza-se embaixo do carro.



O bujão possui uma peça imantada para aderir partículas de aço que se desprenderam das engrenagens.


Remova o bujão de abastecimento (na foto o mesmo já foi removido e instalado a mangueira para abastecer a caixa).



2ª fase - Deixe o óleo escoar, se possível por algumas horas, após o óleo parar de pingar, instale novamente o bujão do dreno (que fica embaixo da caixa).
 
Use um óleo SAE 90 API GL 5 (Não GL 4!!), não precisa ser essa marca... Vão 2,5 litros na transmissão do Fusca.


3ª fase - Improvise um funil para despejar o óleo, tem que ter paciência, pois o óleo é muito viscoso e demora a descer.


Quando o óleo começar a vazar pelo bujão de abastecimento, a caixa já estará completa (o nível é o próprio bujão).

O óleo velho.

A VW não faz recomendação quanto a troca periódica do óleo da caixa, no entanto é bom trocar uma vez na vida, pois o antigo dono pode ter usado algum óleo inadequado ou o mesmo pode ter se contaminado ao longo dos anos.
 
 

domingo, 9 de março de 2014

Matéria: Ajustando a agulha do marcador de gasolina

21/11 - O primeiro trabalho a fazer antes e começar com os controles propriamente ditos é abastecer o carro com gasolina. Ai já se apresenta a primeira oportunidade de controle: verificar e, se necessário, ajustar a agulha do marcador de gasolina. Condição prévia é, naturalmente, que o veículo se encontre sobre um plano horizontal. O marcador de gasolina é um dos instrumentos mais importantes e mais observados pelo condutor. O cliente deve ter a certeza de quando a agulha mostrar sobre o R maiúsculo o tanque ainda contém no mínimo 5 litros de reserva. Para o controle, mande colocar primeiro cinco litros de gasolina. Se a agulha não estiver exatamente sobre o traço de R, é necessário reajustá-la.
 
 
21/12 - Abra o capô da frente, desparafuse o cartão (papelão) protetor do painel de instrumentos e ajuste a agulha mediante o parafuso de fenda existente na parte traseira da caixa do marcador, de modo que ela coincida com o traço de R. Entende-se que são necessários duas pessoas, uma para fazer o ajuste e outra dentro do carro observando o instrumento. Na fotografia seguinte mostraremos como é possível controlar a indicação correta do marcador com uma quantidade indeterminada de combustível no tanque.
 
 
21/13 - Neste caso, retire o revestimento inferior do porta-malas e a tampa protetora do impulsor no depósito de combustível. Outro mecânico deverá observar o instrumento no painel. Aperte o braço da bóia à posição de zero e vire o parafuso de regulação lentamente à esquerda, até a agulha se mover sensivelmente em direção a R. Volte então o parafuso, até a ponta da agulha coincidir com a parte inferior do traço de R.
 
 
21/14 - Se você apertar agorta o braço giratório da bóia para a frente, até o batente, colocá-lo-á na posição que ele deve ter com o depósito cheio. Feito isso, a agulha do instrumento no painel deve encontrar-se igualmente na posição de "cheio", isto é 1/1. Num marcador assim ajustado o cliente poderá ter toda a confiança de que ele lhe indicará sempre o nível exato de gasolina no depósito.
 
 
Obs - No item 21/12, tome cuidado para girar o parafuso, pois a agulha (ponteiro) do marcador é sensível e se virar muito rápido pode quebrá-la no canto do marcador.
 
http://www.piritubafuscaclub.com.br/mantendo-o-seu-vw/faca-voce-mesmo/como-regular-o-marcador-de-combustivel.html

quarta-feira, 5 de março de 2014

Matéria: Cintra 959

O Porsche 959 foi um modelo produzido visando prioritariamente a participação em ralis (competia na classe "B"). Com o objetivo de atender a exigências da FIA, algumas unidades foram posteriormente adaptadas para uso comum. Este modelo participou e venceu (com direito a dobradinha) o Rally Paris-Dakar em 1986, sendo a Porsche a única montadora a vencer todos os tipos de corridas e campeonatos dos quais participou.
 
Porsche 959

 
Em 1988, o designer de automóveis Anísio Campos criou uma escola de projetistas e pediu a seus alunos que promovessem alterações no desenho do Fusca. Um dos adolescentes era André Cintra, de 15 anos, verdadeiro maníaco por Porsche a ponto de manter a foto do modelo 959 na cabeceira da cama. Foi olhando para a foto que ele elaborou a alteração campeã: transformar Fusca em Porsche. Estava nascendo o Cintra 959.
 

 
Durante o curso de desenho de automóveis, André Cintra fez os esboços do Fusca-Porsche, com esquema de montagem. Segundo Anísio Campos declarou na época, "o projeto Cintra é uma proposta ágil por tratar-se de um kit de transformação de carroceria, adaptando a genialidade de Ferdinand Porsche em dois de seus mais conhecidos projetos: o 959 e o tradicional Fusquinha.
 
O projeto é de produção viável, não dependendo de grandes investimentos financeiros". Com as palavras do mestre servindo de incentivo, aos 19 anos André decidiu ir mais além e adquiriu um Fusca 1985 para servir de cobaia. Fez vários experimentos com massa e fibra durante mais de um ano até que os moldes ficassem prontos.
 
O Cintra 959 era feito artesanalmente com os recursos da época. Inicialmente eram retirados os pára-lamas e os capôs do Fusca original. A carroceria era formada por três peças de fibra de vidro coladas sobre a estrutura que restou do Fusca. Detalhes como espelhos retrovisores e faróis eram de carros da época. Já a lanterna traseira eram originais de Porsche 911, enquanto as rodas eram réplicas das usadas nos Porsches. O interior recebia apenas bancos Recaro de couro. De sua “fábrica” saíram três unidades, todas com motor 1.8 Turbo.