sexta-feira, 9 de junho de 2017

A Troca do Câmbio

Aqui vai mais uma “atualização” do Kinha e desta vez foi a troca do câmbio, na verdade foi uma correção, visto que ele não devia ter um câmbio de 1300 sendo que foi fabricado em 1985.

Como havia dito numa postagem de 2015 relacionado à retífica do meu motor, desta vez me indicaram um novo profissional, o Sr. Paulo ou Paulinho como é conhecido por muitos. Bom, sem desmerecer os outros profissionais da área, esse pelo menos tem uma larga experiência em mecânica boxer, segundo ele, já trabalhou entre as décadas de 70 e 80 numa concessionária Volkswagen aqui no Espírito Santo.

Sr. Paulo é um senhor, já na casa dos 60 anos, que atende sozinho numa pequena oficina em sua casa, lá tudo é muito simples, nada de aparato eletrônico, apenas um elevador, duas bancadas, uma prensa, um macaco hidráulico e ferramentas.

Bom, a cerca de quase um ano eu havia adquirido, por 400 reais, um câmbio de Fusca Itamar, que era um colega fusqueiro. Segundo ele o motivo da venda é que estava cansado de levá-lo a muitos “mexânicos” e ninguém resolvia o problema do ruído quando se passava da 2ª para 3ª marcha, e como para ele dinheiro não é problema, então resolveu comprar um outro câmbio e encostou este.




Por outro lado eu precisava regular e trocar meus facões, além de substituir uma flange do semi eixo que estava torta. Em conversa com Sr. Paulo, este me disse que a substituição da flange, sem que cause folga no câmbio, era bom que o retirasse do carro. Opa! Se vai ter que tirar o câmbio era a oportunidade que eu precisava para fazer a troca do mesmo, mas antes de tudo, precisaria fazer uma revisão para descobrir o motivo do tal ruído que tanto incomodava seu antigo dono.

Primeiramente entreguei o câmbio que havia comprado para que Sr. Paulo o levasse numa outra oficina de sua confiança, especializada em câmbio, para que fosse feita uma revisão geral, a Kuster Vareta. Segundo essa oficina, apenas dois rolamentos apresentavam defeitos, o restante do conjunto estava em perfeitas condições. Nem acreditei! Como pode não terem observado isso anteriormente? Putz!

Câmbio pronto para ser instalado... 


Rolamento do eixo secundário e rolamento do eixo primário estavam defeituosos.

Já com o câmbio de volta da revisão, foi a vez de levar o carro para inciar a troca do mesmo, assim como a substituição dos facões e flange. O serviço para ser realizado levou dois dias e o orçamento final ficou em 500,00 pela mão de obra do Sr. Paulo, mais 100,00 da outra oficina e outros 450,00 em peças. Resumindo: 1.050,00 reais pagos à vista! Mas é claro que aproveitei a oportunidade para fazer uns pequenos serviços como a substituição das buchas do facão, troca do óleo do cárter e troca de algumas mangueiras de combustível, aparentemente, ressecadas.














Câmbio antigo pronto para doar os semi eixos...





Câmbio novo com os semi eixos instalados...

Facão antigo...


Facão e buchas novos...



Goniômetro? Nada disso! Com Sr. Paulo é rastrelagem pura... rs
Câmbio novo no lugar com as novas coifas EMPI...



Flange do semi eixo trocada...

Facão bem desgastado...

Ligando o cabo ao sensor de temperatura do óleo...

Mangueira de gasolina trocada...

Aproveitando para desobstruir o injetor...
Uma novidade ficou por conta da substituição da flange. Fiquei sabendo que os meus tambores de freio assim como as lonas, que por serem grandes, não seriam do Fusca. Segundo Sr. Paulo essas peças foram “doadas” de alguma Brasília ou Variant, algo perfeitamente possível, mas isso não é de se estranhar, visto que meu carro por muitos anos pertenceu à frota do antigo Departamento de Estradas e Rodagem do Esp. Santo – DERTES, e como é comum em oficinas mecânicas quando lidam com viaturas, é normal fazerem de tudo (gambiarras) para não a deixarem parada, esses carros realmente dão o sangue até seu descarte via leilão, não é a toa que o comprei com motor e câmbio de 1300 e agora ainda fico sabendo que até os tambores de freio não são os dele... rsrs

Tambor de freio é da Brasília ou Variant já acoplado a nova Flange...

Rolamento do cubo da roda defeituoso.



Bom, agora com a troca do câmbio espero ter evitado ou resolvido “possíveis problemas” decorrentes da incompatibilidade do mesmo com o motor em uso, lembrando que cada motor foi projetado para trabalhar com um câmbio específico, caso seja um 1600, o câmbio mais adequado seria um 8x33 ou um 8x31. Uma relação curta como a 8x35 num Fusca 1600 ocasionará maior aceleração para manter altas velocidades, e com uma rotação mais elevada aumenta-se a temperatura do motor, o nível de ruído interno e consequentemente um consumo demasiado. A título de curiosidade elaborei uma tabela para exemplificar.

Volkswagen (1965 a 2014)

Relação
Aplicação
7x36
Kombi 1500/1600.
7x31
Sedan 1200 até 1966, Karmann Ghia 1300 e Kombi 1200.
8x35
Sedan 1300.
8x33
VW 1600 Zé do Caixão, Fusca 1500 e 1600, Brasília, Variant, SP1,
Karmann Ghia 1500, TL, Karmann Ghia TC, Variant II e
Gol BX 1300.
8x31
SP2, Gol/Saveiro BX 1600, Fusca 1600 (pós 84 e Itamar) e Kombi 1.4 Flex.













Pois é, ao final dos serviços testes foram feitos e não percebi ruído nenhum relacionado ao câmbio. Senti até que ficou melhor, mais firme, por outro lado, precisei regular a alavanca de mudança de marcha para um engate preciso. Agora é curtir uma 4ª marcha mais longa, com menos barulho, rotação menor e economizando combustível... rsrs

Abaixo disponibilizo algumas matérias de época da Revista Quatro Rodas, Seção Correio Técnico, relacionadas ao assunto.


Agosto de 76

Fevereiro de 79.

Julho de 76.

Março de 79.

Março de 79.

Setembro de 75.



terça-feira, 1 de novembro de 2016

Relojoaria

Taí um assunto que nunca me despertou muito interesse, ou seja, instalação de acessórios. Sou do tipo que prefere o estilo original em detrimento da estética, mas se for necessário por motivo de segurança aí a conversa é outra. Nesse sentido, desde 2012, o Kinha já ganhou alarme, pneus radiais, novas rodas (com tala larga na traseira), motor mais potente e agora chegou a vez de complementar o painel com alguns instrumentos que julgo essenciais, porém, sem exageros.

Para monitorar o funcionamento da máquina adicionei uma instrumentação analógica: conta-giros, termômetro do óleo (aconselhável em motores a ar) e voltímetro. Todos da Cronomac linha Sport (52mm). Alguns colegas recomendaram um medidor de pressão de óleo no lugar do termômetro, mas decidi pelo termômetro porque o painel já conta com luz espia de pressão. Ah! E antes que me esqueça, aproveitei e instalei um relógio de horas.







Como referencial usei o conjunto de três mostradores, sob o cinzeiro, que equipava o Super Fuscão (Bizorrão), só que no lugar do amperímetro optei pelo voltímetro e ao invés do relógio de horas preferi o conta-giros. O relógio de horas foi incorporado ao painel, no lugar originalmente destinado a ele.



A montagem dos “relógios” foi feita num suporte confeccionado em ABS com acabamento texturizado, sendo o mesmo fixado a carroceria por 02 parafusos. Quanto à disposição dos mesmos primeiro (da esquerda para direita) veio o voltímetro, seguido do termômetro e por fim o conta-giros.





Para iluminação escolhi led branco visando harmonizar com o painel que já é da mesma coloração. Essa escolha, além de não cansar a vista quando se dirige à noite ainda proporciona uma fácil leitura dos instrumentos.

Abaixo uma breve descrição dos instrumentos:
- Voltímetro: Indicar a tensão continua em volts, orienta se a bateria esta em boas condições, monitora o funcionamento do alternador se esta gerando carga suficiente para o sistema elétrico do carro e a recarrega da bateria (quanto maior a voltagem, mais capacidade de carregar ele tem). A faixa normal de trabalho fica entre 12 a 15 volts (no sistema 12 volts).

- Conta-giros: A rotação ideal para mudança de marchas num Fusca ocorre aos 4.000 r.p.m., evitando assim desperdício de combustível ao mudar as marchas na hora certa.
Obs: Motores Vw Boxer foram projetados para alcançar as seguintes rotações:
- 4.000 a 4.200 r.p.m (faixa comum de uso);
- 4.600 r.p.m (nessa faixa ele entrega toda sua potência);
- 5.500 a 6.000 r.p.m. (elevado risco de quebra).

Abaixo, um trecho da matéria "Como economizar gasolina", publicada na revista Quatro Rodas de janeiro de 1974 e da coluna “Correio Técnico” de maio e novembro de 1975.




- Termômetro do óleo: Indica qualquer variação na pressão do óleo lubrificante com o motor em funcionamento. Variações anormais poderão indicar irregularidades tais como: vazamentos, pouco óleo ou baixa viscosidade.
Obs: Temperatura normal de funcionamento dos motores Vw Boxer:
- Cidade (circuito urbano): entre 70º e 90ºC;
- Estrada (regime de rotação elevada): entre 90º e 110ºC (acima dessa temperatura, mesmo que por um curto período, recomenda-se a troca do óleo, pois este perde suas propriedades);
- Evite acelerar forte sem que tenha atingido pelo menos 50ºC.

Abaixo, trechos da coluna “Correio Técnico” - revista Quatro Rodas de abril e setembro de 1973 e julho de 1975, relacionado à temperatura dos motores Vw Boxer.




Resultado final:



.




quinta-feira, 19 de maio de 2016

Cinema Nacional 016 - Marília e Marina (1976)



Obs.: Para maiores informações, favor acesse, "Cinema Nacional", no início do Blog ou http://kinhaomeufuskinha.blogspot.com.br/p/cinema-nacional.html

Filme: Marilia e Marina (1976)
No Rio de Janeiro, as irmãs Marília e Marina cometem suicídio. Em seguida, a história das duas é contada em flashback. As duas são filhas da viúva Dona Glória, que faz doces para sobreviver. Marina, a irmã mais velha, é amante do playboy Marcos enquanto Marília namora o estudante Júlio. Marina briga com Marcos e, num impulso, resolve assediar Júlio. Os dois viajam até Petrópolis, mas na volta Marina não quer mais nada com ele. Júlio tenta reatar com Marília, mas a moça o despreza pois sabe sobre a traição dele. Dona Glória insiste com ela para que volte ao namoro com Júlio, enquanto Marina se envolve com Marcelo, o patrão casado. Novas desilusões esperam pelas moças.


Cinema Nacional 015 - Uma Tarde... Outra Tarde (1974)



Obs.: Para maiores informações, favor acesse, "Cinema Nacional", no início do Blog ou http://kinhaomeufuskinha.blogspot.com.br/p/cinema-nacional.html

Filme: Uma Tarde... Outra Tarde (1974)

Sinopse: Com o casamento de sua filha, Berenice sente profunda nostalgia, mesmo com a vida confortável que lhe é proporcionada pelo o marido, um rico banqueiro. Cada vez mais deprimida, ela decide passar uma temporada numa ilha, onde conhece um jovem estudante de arquitetura, por quem se apaixona loucamente.