domingo, 21 de setembro de 2014

4º Encontro de Fuscas e Carros Antigos em João Neiva

 
Dia 21 de setembro, foi a data marcada para realização de mais uma edição do Encontro de Fuscas e Carros Antigos em João Neiva. Na verdade, é a primeira vez que venho prestigiar um evento nessa pequena cidade marcada pela forte influência da cultura italiana. Graças a Deus a manhã começou sem nuvens, o que mais tarde resultou num dia bem ensolarado, contrariando a previsão do tempo... rs
 
Seguindo Alessandro Stein na subida da 3ª Ponte...

 
Bom, no município da Serra, como de costume, fizemos uma rápida parada no Posto BKR. Local estratégico onde o pessoal marcou de se reunir para seguirmos em comboio, só que antes da “largada”, algumas orientações a respeito da condução até o destino.
 
Parada no Posto BKR.






É dada a largada... rsrsrs


Olha o Kinha pegando o asfalto... rsrs


Besouros na pista...




 
Chegando ao destino, fui logo me posicionando ao lado de outros que ali se encontravam. Tinha Fusca de tudo quanto era ano, modelo e cor, além de outros derivados à ar como Brasília e Kombi. No local ainda estavam presentes opalas, utilitários, dodges, caminhões e etc. Embora não tenha visto nenhum exemplar do Puma, Variant e TL.

Olha o Kinha marcando presença... rsrs
 





 
O encontro foi organizado pelo Clube dos Fusqueiros de João Neiva e Clube Sede do Fusca de Cariacica. E como venho frequentando, há quase dois anos, eventos do tipo aqui no Estado, começo a perceber que certos “possantes” são figurinhas fáceis nesses encontros, o que me faz perceber que em breve serei obrigado a navegar por novos mares em busca de novidades, pois aqui já esta ficando repetitivo... rs
 
 
A única coisa que mais uma vez deixou a desejar, foi à de circulação de visitantes, principalmente crianças, entre os veículos. Por muitas vezes vi os pequenos correndo em meio aos carros, adultos entrando na “área isolada” para tirar fotos ou para dar aquela “conferida” mais de perto, ou seja, não adianta faixa de isolamento se não há como evitar certas situações.
 
Graças a Deus tudo saiu bem, desde a nossa saída até o retorno para nossas casas. Ao contrário do que ocorreu na volta do encontro em Santa Tereza, em abril desse ano, quando eu e outros colegas passamos por apertos em plena rodovia. Mas é isso, foi uma manhã agradável de domingo, em companhia da galerinha apaixonada por carros Fuscas e carros antigos.
 
A volta para casa.

Primeira parada para o caldo de cana e um pão de queijo... rsrs





Belas paisagens.

Segunda parada para apreciar as antiguidades... rsrs




Notei que o proprietário gosta de Fusca... rsrs


 
Sem comentários...





Seguindo o Chapolin... rsrs



Entrada para o Mosteiro Zen Budista.




 
Algumas fotos, dentre as 300 que foram tiradas... rs






























Olha o Fusca do Smurf... rsrs












Uma acelerada e lá vão 5 litros de gasolina... rsrs













Bem bolado.




Esse foi o sonho de consumo de muito figurão...















Acho muito lindo o Opala duas portas.















Para conseguir essa vaga só chegando cedo.







Mercado de pulgas não podia faltar... rsrs












Gosto não se discute, mas essas rodas mataram a C-10.

Chevrolet Amazonas.

Aqui sim. O proprietário manteve o modelo no estilo clássico!
















Repare o pneu que equipa esse Fusca. Esse é o famoso pneu militar...  

ou "pneu não direcional", por impossibilitar saber a direção que esta seguindo a tropa.

 














Quem avisa amigo é... rs















Vídeo
 
Informações
- Origem: Vila Velha/ES
- Destino: João Neiva/ES
- Distância total percorrida: 81.19 km
- Análise de percurso: A maior parte do trajeto foi no trecho da BR-101 que hoje esta sob a concessão da Eco-101. No município da Serra, Km 242, parada para o pedágio (R$ 3,40). No geral, trecho bem pavimentado e sinalizado.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Boia do tanque de gasolina

Semana passada, após abastecer o Kinha, percebi que havia algo de errado com o marcador de combustível. Lembro que ele estava indicando um pouco menos que ¼ quando coloquei mais 50 reais de gasolina (quase 18 litros).
 
Depois que efetuei o pagamento e retornei ao carro, percebi que o mostrador permanecia praticamente inalterado. Estacionei o carro mais a frente e abri o porta-malas para verificar o que tinha acontecido. Ao remover a tampa de proteção do acesso à boia pude observar que a esfera na ponta do cabo do marcador havia saído do lugar. Coloquei-a de volta na posição e notei que o ponteiro não se moveu.
 
Pedi ao frentista que desse uma olhada no ponteiro do mostrador enquanto dava uma pequena puxada no cabo. Para minha sorte nada de errado com o ele, agora só me restava verificar a boia do tanque. Como estava sem minhas ferramentas, naquele momento, deixei para dar uma conferida em casa.
 
Chegando à garagem, retirei a boia e para minha surpresa o “flutuador” estava cheio de gasolina. Provavelmente a vida útil do produto havia chegado ao fim. Liguei para algumas lojas e pedi uma nova, para minha alegria era da marca VDO. Até que não foi cara, 45 reais, levando em conta ser uma VDO e que aqui no Estado esta ficando difícil achar boia para o tanque do Fusca, independente do ano.

Flutuador.

Voltei à garagem e ao abrir a embalagem fiquei um pouco decepcionado por ela não vir com aquela espécie de filtro na ponta do “pescador”. Esse dispositivo é essencial por impedir que algum resíduo de maior dimensão obstrua a passagem da gasolina. Não esperava essa “falha” da VDO. Ainda tentei colocar o filtro da velha boia na nova, mas ele não entrava e como fiquei com medo de quebrar o pescador acabei deixando pra lá.
 
Boia velha.


Note a falta do filtro no pescador.
 
Mas tudo bem, boia instalada, cabo do mostrador conectado e pronto! Problema resolvido.

domingo, 7 de setembro de 2014

Matéria: O Fusca Motor Home

Por diversas vezes enquanto navegava pela internet, me deparei com fotos desse misto de Fusca com Motorhome*. Como informações traduzidas a respeito praticamente não existe, resolvi investigar e acabei descobrindo que esse modelo na verdade é um pseudo motorhome para duas pessoas, embora acomode três, que surgiu durante as décadas de 1960 e 1970.
 
Naquela época era moda personalizar veículos com finalidade recreativa para a família. Foi então que o designer de veículo Robert Q. Riley, dono da Robert Q. Riley Enterprises LLC, ao passar por uma rodovia em Los Angeles viu numa pequena instalação alguns modelos construído sobre o chassi do Fusca, além da frente e componentes mecânicos.
 
Curioso com a descoberta, Robert entrou em contato com o proprietário da empresa e comprou os direitos para comercializar os kits. Um negócio da china, visto que o empreendimento não precisava de um significativo investimento em maquinaria ou material. Na época, essa conversão ficou conhecida como Bugaroo ou MiniHome.
 


 
Apesar de sua aparência, ele cumpria a finalidade que lhe foi incumbida. Seu design proporcionava uma solução inteligente para compensar o pequeno espaço interno. No interior havia o necessário ao usuário. O modelo possuía uma pequena geladeira, quase um frigobar, e armários. Num módulo que desliza para fora do veículo havia o fogão de duas bocas a gás e uma pia em aço inoxidável. Assim era possível optar por cozinhar e lavar ao ar livre.
 
 
Os bancos do motorista e do carona giravam 180 graus, ficando de costas para o painel e de frente a mesa de jantar que também se transforma numa confortável cama de casal. Além disso, ainda havia uma cama de solteiro na frente, bem próxima do teto, sobre a cabine do motorista. Ficaria completo se houvesse um banheiro com pia, vaso sanitário e chuveiro, mas isso já seria pedir demais em se tratando da plataforma de um Fusca... rs
 

 
Dirigi-lo era uma experiência única, porém, exigia cautela nos primeiros quilômetros até ganhar confiança em sua estabilidade, aliás, ele era muito mais estável do que parece. Depois de alguns minutos atrás do volante se tem a sensação de estar guiando um Fusca. O único prejuízo fica por conta da limitada visibilidade traseira, comum em motorhomes, mas compensada pelos grandes espelhos retrovisores externos.


Segundo alguns proprietários, o conforto durante uma viagem ficava comprometido por conta do barulho. Toda vez que se passava num buraco ou desnível ele rangia todo, isso sem falar do tradicional som do motor boxer dentro da “casa”. Outro detalhe é que quando se ultrapassava caminhões ou ônibus ele tremia todo. Mas nada de anormal para quem estava acostumado com viagem em motorhome.
 
Outro fator que preocupava seus condutores era a pouca potência dos motores boxer que não ajudava manter a velocidade no ritmo do tráfego nas estradas, velocidade essa já prejudicada por causa da resistência do ar (roubava cerca de 10 km/h). Imagina esse pequeno detalhe num modelo equipado com motor de 1300 cilindradas.
 
No que se refere às vendas, sabe-se que poucos foram produzidos, provavelmente menos de uma dúzia e pouquíssimos são os que se encontram em condição de circular. No Brasil não se sabe da existência de algum MiniHome.


Fotos de um exemplar ano 1965.















Dimensões:
- Comprimento: 3,18m
- Largura: 2,01m
- Altura: 1,84m

* Motorhome é o termo comumente utilizado para definir todos os veículos motorizados, equipados com espaço de convivência e amenidades encontradas numa residência (cozinha, banheiro e acomodações de repouso).